Coisas de outros tempos

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segunda-feira, Março 21, 2005

Histórias infantis


Os brinquedos desde sempre fizeram parte do imaginário infantil, e muito embora hoje em dia esteja mais em voga a noção do brinquedo enquanto instrumento pedagógico-didáctico, os brinquedos de antigamente continuam a ter um lugar especial no coração dos mais velhos, ou porque com eles se identificam ou porque neles encontram momentos de magia em tudo idênticos aos que uma vez viveram, ou ainda por mera curiosidade ou espírito de coleccionista.
Se os brinquedos da segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX eram em grande parte produzidos em folheta, muitos dos quais constituindo uma parte importante de colecções de museus, havendo até na região de Lisboa um museu inteiramente dedicado ao tema, actualmente existem regras bastante mais rígidas para os materiais em que são produzidos, evitando muitos dos acidentes que ocorriam em tempos mais recuados, mas por outro lado verificando-se também uma grande quantidade de brinquedos tecnologicamente muito avançados, ou mesmo ligados ao universo das novas tecnologias da informação, relegando muitas vezes os livros para um lugar secundário.

Mas há coisas que não desaparecem com o tempo, e as histórias infantis são uma delas. Editadas em Portugal principalmente pela Majora, uma editora de livros para crianças e fábrica de brinquedos que era capaz de competir com outras empresas internacionais, publicavam-se livros em papel ou mesmo em pano de diversos formatos com histórias que provinham das Mil e uma Noites, do imaginário de Charles Perrault, dos irmãos Grimm ou de outros autores, livrinhos que ensinavam a primeiras letras e que incentivavam à leitura e permitiam um vislumbre do mundo mágico dos contos, muito embora pudéssemos neles encontrar frequentemente a indicação de que a publicação tinha sido autorizada pela Comissão de Literatura e Espectáculos para Menores.

Exemplo destes livrinhos encontramos aqui nestas reproduções, desde a História da Bela Adormecida, de C. Perrault, editado pela Livrolândia, Lda., e integrada numa série de Histórias Tradicionais, até às Viagens do B-A-BÁ no País da Sabedoria, escrito e desenhado por Gabriel Ferrão, da Majora, e que misturava sabiamente a aperndizagem das letras com o mundo fantástico das histórias infantis, passando por A Bengala do Papo-Seco, também da Majora, que era uma adaptação da história tradicional, realizada por Dora Santiago, com desenhos de Gabriel Ferrão.



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Mas havia livros que constituíram, muito particularmente pelo seu formato, um mundo à parte nesta literatura infantil: era os livros de pequenas dimensões, como O Moço sem Pinta de Sangue, uma adaptação de Costa Barreto, com desenhos de César Abbott, integrado na colecção «Contos das Mil e Uma Noites», e editado pela Majora, e muito especialmente os livros da «Colecção Periquito», como Os Três Felizardos, da Majora, um livrinho de 16 páginas, com cerca de 12 x 9 cm, e ainda os da «Colecção Formiguinha», igualmente da Majora, como este O Sapateiro e o Brilhante, também com 16 páginas, mas com uma dimensão de 9,8 x 7,2 cm, aproximadamente, e os da «Colecção Tonecas», como Gulliver no país dos anões, que em 16 páginas, incluindo as capas, nos relatava aventuras no tamanho mínimo de 7,2 x 5,5 centímetros por um preço de 40 centavos.



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